Saltar para o conteúdo principal

COSMOGONIAS | Eles não nos poderão matar o espírito

© Tamara Seilman

Sinopse

Sabendo o que me anima, uma amiga – a Flora –, recomendou-me o livro Les Guérillères da Monique Wittig. Poema épico de escrita incompleta e de uma força quase mítica, descreve o quotidiano (e a revolta) de um grupo de mulheres, invocando as suas visões e determinações em ambientes extremamente sensoriais e alucinatórios. Ancoradas na firme vontade em destituir um sistema opressor para criar uma linguagem (entenda-se mundo) que fale a sua língua, “Elles” (“elas”), como Wittig designa estas mulheres, são as protagonistas de um projeto político e poético revolucionário. Um texto que fui lendo aos poucos, o que me permitiu imaginar possíveis continuações da história, preencher buracos e projetar-me, finalmente, para dentro dela.

Regendo-se por princípios de circularidade, uma figura atravessa uma paisagem onírica em constante metamorfose, o que tanto poderia ser um recorte do texto de Wittig, mas é sobretudo uma espécie de conversa. Como se eu estivesse a conversar com a autora, a conversar com todas elas. E nas pausas desta troca fantasmática, para além de as ouvir, os estados emergem e a dança faz a costura.  Deixar que a leveza, o desconhecido e o subterrâneo se liguem e se confundam para criar um lugar entre. Quase como se fosse possível endereçar um convite a respirarmos juntas.

Elizabete Francisca

Ficha Artística e Técnica

Categorias:

criação, interpretação: Elizabete Francisca
música, sonoplastia: Kino Sousa
cenografia: António Mv
figurinos: Eloísa d’Ascensão
desenho de luz, direção técnica: Luís Moreira
assistência de ensaio, apoio à criação: Marta Cerqueira
apoio à criação: Daniel Pizamiglio
imagem e vídeo para material de comunicação: Tamara Seilman
produção executiva, gestão financeira: Lysandra Domingues, Elizabete Francisca
difusão: agência 25 | Rodolfo Freitas
apoios/residências: Estúdios Victor Cordon, O Rumo do Fumo, DeVIR CAPa, Musibéria, Espaço Parasita, ARS/Associação Luzlinar, Centro Cultural da Malaposta
residência de coprodução: O Espaço do Tempo
coprodução: Associação Zé dos Bois (ZDB)
agradecimentos: Mariana Tengner Barros, Ana Trincão, Andresa Soares, Mariana Brandão, Piscina, Manuela Marques, Associação Parasita, Raquel Castro, Razões Pessoais
projeto financiado por: República Portuguesa – Direcção Geral das Artes, Fundação Calouste Gulbenkian

© Gabriela Carvalho
© Gabriela Carvalho
© Gabriela Carvalho
© Gabriela Carvalho
© Gabriela Carvalho
© Gabriela Carvalho
© Gabriela Carvalho